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6 de maio de 2009

Somos o que somos

Santa a paciência daqueles que ficam horas à espera de consultas para as especialidades, ou para clínica geral. Esperam horas e horas(2h a 8h depende do hospital ou centro de saúde) ... Por um tratamento "humano".

Os números são difíceis de ter acesso, sei que existe mais 1200 vagas para um médico de família na minha zona, sei que é uma boa solução para aquele centro de saúde, mas como será nos outros lados?
E nisto reparo no jornal ao meu lado no lugar vazio.





"150 mil utentes vão ficar sem médico de responsável pela direcção da organização do PCP/Santarém manifestou hoje “sérias preocupações” relativamente à situação de “mais de 75 mil utentes sem médico de família” no distrito, que podem duplicar até ao final do ano."


Mais 150 mil. E o governo disse que iria resolver esse problema facilmente, peço desculpa aos políticos em questão mas isso revela uma grande falta de diplomacia, para não dizer má fé, ou pior ainda - má vontade.




O que se passa com as pessoas que podem fazer algo por Portugal ?

Porque não se mexem para fazer algo melhor ?

Porque será que tanta gente só se preocupa com o próprio umbigo ?


Não será altura para resolver os sérios problemas que aflige o povo deste país. Nós somos europeus, mas o que é que os europeus sabem de nós ?

Nada, a não ser:

* Que a mulher portuguesa tem bigode e nunca faz a depilação,

* Que participamos no festival da canção e perdemos sempre.

* Futebol. O Figo, o Ronaldo, etc, as estrelas de Portugal. A dar os exemplos com cada ***alhada que sai daquelas bocas, e depois os jogadores quase todos, não estou a falar do Pereirinha claro, mas mal se vendem ficam vazios e burros, deixam de saber tomar as suas próprias decisões, tornam-se "peões" no grande mercado que é o futebol, e mais os patrocínios, como já não têm valores humanos cobrem-se com prendas e coisas que lhes satisfaça momentaneamente as suas vontades.



*Temos boas cantoras e é claro que não falo da Marisa , não é por mal, mas acho que tem uma grande voz , só que promove-se demais, gosto de ver originalidade e improvisação na musica e ainda não vi isso na Marisa. Admito e reconheço-a profissionalmente, com uma grande técnica a nivel de canto , mas isso não chega, a verdade é que é à pála do fado e de grandes musicos é que ela é o que hoje em dia é.

Mas sei lá, falta-lhe Soul.

No que diz respeito ao meio Artístico/Artesanal, e inclusive música não somos muito conhecidos nem devidamente apoiados, aqui em PT as promoções são todas feitas "em cima do joelho", os subsídios estão numa malha "labirintica" e emaranhada que vai dar num grande Nada.

"Andamos completamente aos papeis". Submersos nas burocracias do tem que ser daquela forma porque tem e não há outra melhor forma !

Mas não há porquê ?

A comunicação não serve para nada?

Só somos conhecidos por coisas más, gostava de ler hoje uma noticia boa. Para além do mais com este calor já houve tantos incêndios, que ando com aquela sensação que o "País" está a desaparecer aos poucos. ..




Adoro Portugal mas não por ser um País de Liliput's !

29 de abril de 2009

Conversas da carochinha Parte 001

28 de abril de 2009

Tenho dito

Aviso: post longo



Soluções Para a Crise
- parte I

A solução passa pela greve , e pelas mulheres.

NÃO não é Greve de sexo.

Mas :

-Como a mulher é tão mal tratada;

-Tão mal habituada,

-Abusada ,

-Menosprezada,

-Desprezada em todo o lado mas especialmente na televisão.

Por exemplo na Sic conhecem aquele , o Rodrigo Guedes de Carvalho, já viram bem aquela cara, não podiam ter posto alguém mais inteligente e bonito com um bocadinho de sei lá , humanidade.

Enfim.

A greve da Mulher seria algo que não tivesse patrocinadores a não ser os próprios valores da mulher, estão a perceber a ideia ?

Porque nós também merecemos ter escolha!

Talvez uma greve de consumo de certas marcas, porque vejam bem :

Todas nós somos um pouco iguais e diferentes não no aspecto claro, mas certas sensibilidades nós compreendemos mas ao contrário dos homens, uma grande maioria não se une, e até compete(não muito inteligente ahn ?)

Porque é que as Mulheres não são unidas como os Homens ?

E os Homens porque são tão leais ?

Já se questionaram que se calhar existe umas quantas de nós que estamos concentradas em algo que não é bem a nossa verdadeira natureza , por exemplo coisas fúteis, vocês decidem quais.
Seria um Lobby talvez, pois sim. e é ! Os Políticos também o fazem , vamos seguir o exemplo deles então. Pois bem o mercado dominante é a mulher é assim a vida, a crise também é por nossa culpa.

Mas não me apetece explicar o porquê o que interessa é que estatisticamente quase todos os anúncios são para nós , reparem que não generalizei, recomendo a leitura deste artigo que citarei, aviso que é de um advogado mas sem aquele palavreado " jurídico." Quem mais jura mais mente.

E, por fim ... Como ele disse aquilo que eu já considerava como ideia, e porque a expressou primeiro do que eu. O mínimo que posso fazer é citá-lo:


"É bem verdade que as necessidades dos seres humanos podem parecer inesgotáveis. Todavia, elas se enquadram em duas categorias. Algumas são necessidades absolutas, pois as percebemos como as condições dos seres humanos, nossos semelhantes. Outras são relativas, pois existem apenas em relação à satisfação que nos proporcionam ao nos fazer sentir superiores aos nossos semelhantes. Essas últimas, as que satisfazem o desejo de superioridade, podem de facto ser inesgotáveis, pois quanto mais alto for o nível geral, tanto maiores se tornam. O que não é tão verdadeiro para as necessidades absolutas. Em relação a estas, poderemos alcançar depressa, talvez muito mais depressa do que acreditamos, o momento em que serão satisfeitas, no sentido de que preferiremos dedicar as energias restantes a fins não económicos.[14]

Assim, chegou o momento em que o problema económico foi superado, em que o homem foi libertado para o contemplar, para as artes, para o desporto, o lazer, tudo como queriam os gregos clássicos.

Chegou o momento em que a riqueza já produzida, a tecnologia já conhecida, são suficientes para que todas as necessidades absolutas podem ser satisfeitas.

Chegou o momento de perceber que aquelas necessidades relativas, como as bolsas de "grife", são inesgotáveis pois nunca satisfazem (“quanto maior for o nível, maiores se tornam”).

Chegou o momento de deixar aquela paixão meio doentia pelo dinheiro e descobrir como usar o tempo libertado das agruras económicas.

6. Mas olhando ao redor, especialmente nós que vivemos em “países não desenvolvidos”[15], verifica-se que esse momento ainda não chegou; que há crianças sem nenhum brinquedo, que há vidas sem nenhuma arte, que há almas sem nenhuma contemplação[16].

São novas formas de escravidão; são novos excluídos das vida das artes, do desporto, da admiração da filosofia. Talvez essa seja uma realidade desconhecida nos países desenvolvidos, mas é certamente muito mais presente do que imaginamos em países como o Brasil.

Agora é John
Kenneth Galbraith quem faz reparar nas novas formas de escravidão desenvolvidas pela humanidade:

Nada estabelece limites tão rígidos à liberdade de um cidadão quanto a absoluta falta de dinheiro [17]

Essa realidade, também fácil de ser verificada, tem sua culpa lançada frequentemente apenas nos rostos dos membros das camadas mais ricas dos países pobres, poupando-se os países ricos de quaisquer críticas, como membros de outro mundo (o primeiro, naturalmente).

É certo que as camadas mais ricas são culpadas, principalmente por omissão, mas essa avaliação deve ser feita nacional e mundialmente.

Diz ainda
Galbraith, no mesmo pronunciamento que: Há outra obrigação internacional que os países afortunados devem assumir: a preocupação com o bem-estar humano não termina nas fronteiras nacionais.

Ou, em outras palavras, e já caminhando para a conclusão do presente ensaio, a promoção do Bem Comum, consistente na busca de condições mínimas de desenvolvimento da personalidade humana, seguida da busca de seu desenvolvimento integral, inconfundível com a mera disponibilização de bens de consumo, supera as fronteiras nacionais, sendo tarefa urgente, mundial, uma guinada em favor da promoção humana, com o carreamento de esforços para as artes, o desporto, o lazer, a filosofia, especialmente nos países menos desenvolvidos. "



Roberto Ferraz - PUC-PR - Mestrado em Direito Económico e Social

18 de abril de 2009

Este Pais é um Colosso

Numa das minhas visitas habituais ao meu centro de saúde local, à 2 meses, fiz algo que ninguém faz, li todas as informações que estavam encavalitadas no pequeno placard na pequena sala de espera.
E deparei-me com isto :



Em pormenor aqui

Deixem cá ver se entendo esta "porcaria" :

Para ser não dador é preciso fazer um cartão?

Mas não deveria ser o contrário?

Caso queira doar um orgão, faço um cartão de dadora.

Se tiver um acidente complicado de carro ou assim, e se por acaso viver mas só com a ajuda de máquinas, uma vez que sou inimputavel dessa forma, será que os meus orgãos vão para alguém ?

E quem é que decide isso ?

Se calhar vai para alguém que não merece, como um velho rico que só quer alongar mais uns anos de vida à minha pála.

Este tipo de manobras politicas são aquelas em que se vê muita coisa:

Primeiro: quem manda nisto só pode andar a gozar conosco;

Segundo, nunca houve respeito pela vida do ser humano.

Terceiro as listas de espera aqui em Portugal são um escandalo, seja para transplantes seja para operações.

E depois o estado quer mais bébés.


Se se fossem todos para o ******* é que era bom!

5 de abril de 2009

*1*

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